NúCleo do DirCeu

Obra

Em processo:

Eu Quem? | Danielle Soares

Matadouro | Marcelo Evelin/ demolition.inc + Núcleo do Dirceu

Menu de Heróis | Weyla Carvalho + Cleyde Silva + Wilena Weronez + Jacob Alves + Alexandre Santos

Para 3 falta 1 | César Costa + Alexandre Santos + Cleyde Slva

Já realizadas / Em circulação:

02 Heterogênio | Alexandre Santos + César Costa

Estruturas de vidas semelhantes com pessoalidades diferentes. O contexto pessoal funciona como ponto de partida para um contexto geral, que envolve a sociedade periférica: essa que transforma uma realidade difícil, repleta de violência, hipocrisia e omissão em um engate pra dar a volta por cima e usar a Arte como um meio simples, honesto, digno e grandioso de se viver. Pesquisa-se uma movimentação relativa a uma vontade de chegar, de estar, seja de forma bruta ou minuciosa, construindo uma linha de tensão entre controlador e controlado. A criação é influenciada por um universo fantástico de games, desenhos animados, e outros elementos que partem do histórico dos intérpretes.

200ml | Janaína Lobo

Partindo da pesquisa do corpo sonoro, o trabalho faz uma investigação do som enquanto consequência do movimento, corpo sonoro este que é entendido como o que produz som ao se movimentar. O copo descartável foi selecionado como fonte de pesquisa e objeto de cena em função do material – o plástico – e do som característico que ele emite quando manuseado, tocado, amassado. O plástico aqui não é só matéria-prima, mas um elemento que reflete a modernidade, a sociedade de consumo e as relações descartáveis, características significativas da vida contemporânea. O corpo que reage ao som produzido por suas ações e que se relaciona com o que é descartável e deformável. O corpo-copo, que é amassado, desmontado e reorganizado.

A Mão e o Pilão | Elielson Pacheco + Luís Carlos Vale

Criado a partir da necessidade da proposição de um novo olhar para o corpo masculino num contexto de relação com outro corpo também masculino, A Mão e o Pilão tem dois pontos de partida básicos: o estudo de movimentos com a idéia de proximidade/distância entre esses dois corpos e o estudo das formas de representação das relações entre homens na sociedade contemporânea, proposto pelo livro A Inocência e o Vício, Estudos sobre o homoerotismo do psicanalista e professor Jurandir Freire Costa. O desenvolvimento desses pontos iniciais permitiu tratar questões como a hierarquia de papéis (sujeito e objeto, posse e possuidor; desejos x convenção social), o homem “objetizado”, e ainda o típico, o universal e o clichê na relação entre homens.

Big Litlle Bird | Jacob Alves

O trabalho lança um olhar sobre que tipo de influências sofremos por um determinado tempo de nossas vidas e até que ponto elas configuram o que somos. A base do trabalho é o teatro-físico. Dentro dele, a força vem através de símbolos como um prato, a comida, o poder – sendo todos eles questionados. O trabalho tem a participação do pai do ator e surgiu inicialmente de uma necessidade do intérprete em discutir a relação Jacob pai e Jacob filho. A princípio não havia a preocupação em gerar um pensamento estético, mas diante da certeza que o corpo assimila o passado pouco a pouco houve um reconhecimento do material que emergia dessa relação.

Bull Dancing | Marcelo Evelin/ demolition.inc + Núcleo do Dirceu

Espetáculo de dança+teatro+música que toma como ponto de partida a manifestação folclórica do Bumba Meu Boi. O auto tradicionalmente adquire contornos de sátira, comédia e tragédia enquanto narra a estória da morte e ressurreição de um boi, acompanhado de danças, cantos e música percussiva. A obra revisita as origens desse rito a partir de uma desconstrução dos elementos folclóricos originais, revirando as entranhas do corpo, tratado no espetáculo como alvo e alegoria, transporte em si da sobrevivência dessa tradição através dos tempos e condutor de pensamentos e ações que geraram formas e significados essenciais até os dias de hoje. O espetáculo foi subvencionado pela Lei de incentivo à cultura A. Tito Filho, da Prefeitura Municipal de Teresina, pelo Prêmio Klauss Viana de Dança, da Funarte, e eleito pelo Jornal O Globo um dos 10 melhores espetáculos de Dança apresentados no Rio em 2007.

Corpo Manual | Jamila Rocha

Um olhar atento às informações que se conectam ao corpo, a busca por um mecanismo de acesso e construção dessas mesmas informações. O retorno à infância desse corpo/manual, alerta ao espaço, transitando entre a inocência e a sensualidade. Banco, objetos e cotidiano, organizados em uma nova dimensão, emblemática e enriquecedora. Esse corpo não vem com manual mas pode construir-se de maneira a descobrir um e ser mais dono de si próprio.

É assim que se escreve… | Layane Holanda

Quais os limites entre a arte e a vida? E como dilatá-los e torná-los expressivo? Como engendrar nessa fronteira universal e nessa interlocução entre “artista” e “indivíduo comum” um discurso que nos permita olhar de outra forma para as mesmas coisas? Seria possível impor novas significações, legítimas, relevantes, expressivas e de caráter artístico para ações cotidianas e coisas que estão no senso comum? Que novas interpretações o “corpo artista” e o “corpo individuo” constroem dentro de um contexto comum a um grande número de pessoas? A que público este tipo leitura é possível?

Espetáculo | Cipó Alvarenga + Elielson Pacheco + Janaína Lobo + Layane Holanda

Pirâmide, música, vento no cabelo e queda é ESPETÁCULO. Conseguir é ESPETÁCULO. Aqui o corpo se apresenta em um antes, na tentativa do alcance de algo possível. O que faz uma obra é apenas uma fórmula precisa? Arranjo de escolhas + confirmações? Desconstruir e refletir sobre a ideia de um espetáculo pode ser espetacular? Este projeto foi contemplado com o prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança/2008 e o SIEC -Sistema Estadual de Incentivo a Cultura do Piauí/2009.  Sua primeira célula coreográfica foi desenvolvida dentro do projeto coLABoratório em Teresina (PI) e apresentada no festival Panorama de Dança 2009 (RJ).

Jogo de Dentro | Wilena Weronez

Originalmente o espetáculo era uma obra sobre capoeira, que hoje está presente apenas no corpo de capoeirista. Esse se torna um instrumento poderoso, aplicado em uma dramaturgia que circula entre instalação e performance, sem formato definido. A brutalidade da força se une à fragilidade feminina, que se debate, cai, levanta, bate, quebra e levanta novamente, num confrontável, duro e seco jogo de dentro. Um corpo e um saco de pancadas que dançam sem ritmo, e a sua maneira, completamente harmoniosos.

Mediatriz | Elielson Pacheco + Janaína Lobo + Weyla Carvalho

Mediatriz é um convite para uma viagem conduzida por três dançarinos, realizada partir de um sistema de operações matemáticas: multiplicação de pés, divisão do corpo ao meio, adição de barrigas, subtração de joelhos. A dança é geométrica e cria ilusionismos para brincar com as noções de corpo real que possuímos. É uma dança feita de pedaços, vetores, onde as partes falam como um todo. É um olho no buraco da fechadura, um convite para se imaginar o que não é mostrado. Mediatriz propõe sutis fissuras nos códigos de dança já estabelecidos para sugerir uma possibilidade outra de ver o corpo em movimento. O espetáculo foi subsidiado pelo premio Klauss Vianna 2007.

Mefisto | Fábio Crazy da Silva

Solo construído em um ano de pesquisa baseada na obra Fausto, de Goethe, com o desafio proposto de usar um texto clássico de teatro como um solo de dança. O que foi dali tirado como foco principal de discussão é “o pensamento progressista de Fausto”, desenvolvido pelo personagem de mesmo nome nessa obra. O solo trata da construção de imagens através da associação de objetos tratados como lixo, (que no solo funcionam como metáfora de consumismo, excesso de produção sem sentido funcional, e a efemeridade da dignidade e objetividade humanas na percepção das coisas simples) e um corpo produtor dessas metáforas.

Mono | Marcelo Evelin/ demolition.inc + Núcleo do Dirceu

Estudo para uma instalação que parte da busca de um criador por outras formas de abordar e apresentar o Corpo no campo das Artes Performáticas. Propondo um deslocamento no ângulo de visão/percepção do performer e do espectador, investiga a possibilidade de uma reorganização das regras que regem o Corpo Performático, no sentido de “Ser e Estar” ao contrário de “Fazer e Mostrar”. Mono focaliza o corpo como parte de um sistema de reprodutibilidade – como série, número ou réplica – biológica e cultural. Três homens em situações e espaços distintos tendo em comum o corpo exposto, destituído e constantemente alterado.

Musicalogo! | Sérgio Matos

Projeto de música para crianças, em formato de concerto didático, que tem como principal objetivo demonstrar possibilidades para a música através do conhecimento dos instrumentos, músicos, compositores e estilos musicais. O MúsicaLogo! mostra as vertentes da música como ela são, sem “facilitar” o conteúdo e subestimar sua capacidade de entendimento. Nesse sentido não serve apenas para divertir, mas para abrir janelas e despertar a curiosidade infantil. Em 2009 o projeto foi selecionado pelo edital SIEC (Sistema de incentivo estadual à cultura).

Orbital Seguinte | Cipó Alvarenga + Fagão

O espetáculo Orbital Seguinte trata da urgência em realizar algo, na preparação de um espaço metafórico dentro da linguagem lúdica do quadrinho. Os interpretes Cipó e Fagão com a colaboração do artista plástico Antônio Amaral partem da necessidade e motivo de estar para um determinado meio para transformar mesmo que não se saiba em que, as tensões compartilhadas entre performer, espaço e platéia, considerando principalmente o ponto em que elas se tocam e a rede de relações que se cria em um meio de instabilidade que se modifica a todo instante.

Palimpsesto | Núcleo do Dirceu

O termo Palimpsesto deriva do grego antigo e significa “riscar de novo”. O espetáculo mistura teatro, dança e música numa tentativa de pontuar o trabalho realizado pelo Núcleo de Criação do Dirceu em seus primeiros 18 meses de existência. Trata-se de uma reorganização de fragmentos de materiais processados e apresentados em espetáculos anteriores, criados como parceria entre o NCD e diretores e coreógrafos convidados, entre eles Alex Guerra, Loes van der Pligt, Fabian Galama, Nazilene Barbosa e Maneco Nascimento. Partindo da idéia sugerida pela etimologia da palavra, a obra mergulha em uma reescritura pelas entrelinhas de um conteúdo que se firma como questão urgente: como falar de maneira pessoal de algo que nos afeta, move e transforma, mas com uma linguagem que interesse a todos?

Sobre Ossos e Robôs | Elielson Pacheco

O trabalho toma como ponto de partida o estudo do movimento com foco nas articulações do corpo humano, para depois relacioná-lo com o movimento presente no corpo de um robô. Que relações podem acontecer entre eles? O robô é um autômato: maquinismo que se move por meios mecânicos, aparelho que imita os movimentos humanos. Já o homem: qualquer indivíduo da espécie animal que apresenta o maior grau de complexidade na escala evolutiva. Que novos conceitos podem ser gerados sobre movimento, ao nos depararmos com uma dança feita por um objeto sem vida? Quanto do homem está contido num robô, que é sua criação?

T.T.A/ today-tomorrow-always | Elielson Pacheco

TTAs são vídeos-diário feitos por duas mãos, esquerda e direita, fitas k7 e google
TTAs são substratos de solidão em busca de um tutano perdido
TTA é o sumo, às vezes o bagaço, às vezes o espremido da laranja, de frustrações que não resolvem bem a situação atual, local, global, “glocal” em minha mente
TTAs partem da seguinte premissa: em tutoriais eu aprendo a editar um vídeo
TTA é sobre o que eu não consigo falar, escrever, dançar etc
TTA é o nome de um perfume da AVON
TTAs roubam ideias
TTA era romanticamente dois, elielson e lucas, e agora ironicamente só um
TTA corre o risco de ser um vídeo de orkut
TTA corre o risco de ser um vídeo de arte
TTA começou em dezembro de 2008
TTA é Today-Tomorrow-Always

Traque | Jacob Alves

Traque balão verde turvo ar suicídio fragilidade miserabilismo-cômico dor deixa doer bomba maquina homem carne incondicionalidade  pé firme repetir força muito bruto auto bum suspensão vulgar disposição pra fazer palhaçada sem sentido para a auto afirmação de seu reconhecimento sem sentido monstro.